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Como usar dados do ERP para decisão comercial

O ERP já tem a resposta para boa parte das perguntas comerciais mais importantes — quem comprou, quanto, com que frequência, há quanto tempo — mas esse dado costuma ficar preso em relatórios que só o financeiro ou a produção olham. Usar dados do ERP no comercial significa levar histórico de pedido para dentro da rotina de venda, como base de priorização, não como número solto num relatório.

Por Equipe ApexVend5 min de leitura

Neste artigo

O ERP já sabe a resposta para boa parte das perguntas que o time comercial mais faz: quem comprou, quanto comprou, com que frequência, e há quanto tempo não compra. O problema raramente é falta de dado — é que esse histórico fica preso em relatório de produção ou financeiro, sem chegar até quem precisa decidir o que fazer com ele todo dia: o vendedor e o gestor comercial.

O dado existe, mas está no lugar errado

Cinco anos de pedido dentro do sistema de gestão não vira ação comercial sozinho. Uma indústria com dez, quinze anos de histórico transacional consegue, com facilidade, dizer o faturamento do mês passado — mas raramente consegue responder, sem uma consulta manual e demorada, qual cliente reduziu o ritmo de compra nos últimos três meses, ou quais contas concentram metade do faturamento da carteira. A informação técnica de que o time comercial precisa (histórico por cliente, comparável ao longo do tempo) fica soterrada dentro de um sistema pensado para operação, não para decisão de venda.

O erro comum: olhar só o valor total

Quem já cruzou dado de ERP com prioridade comercial de verdade conhece a armadilha: ordenar clientes por faturamento total do período e tratar isso como prioridade. Faturamento alto pode vir de uma única compra grande, num cliente que só apareceu uma vez e pode não voltar; faturamento moderado, mas com frequência regular, costuma indicar uma relação mais estável e previsível. Dois clientes com o mesmo total de compra no ano podem ter perfis de risco completamente diferentes — um deles pode já estar esfriando dentro do próprio total que parece bom no relatório anual.

O que fazer com o histórico, na prática

Transformar histórico de ERP em ação comercial passa por três perguntas, respondidas com dado, não com impressão:

  1. Qual o intervalo médio entre pedidos de cada cliente (ou grupo de clientes parecidos)? É a base para saber quando um cliente está fora do próprio ritmo — o mesmo cálculo usado para identificar clientes inativos.
  2. Qual a tendência dos últimos pedidos, não só o total acumulado? Um cliente que reduziu volume nos últimos três pedidos, mesmo comprando com frequência normal, está enviando um sinal que o total do ano esconde.
  3. Como os clientes se comparam entre si por valor e frequência combinados, não isolados? Essa combinação é o que uma classificação como a curva ABC organiza, transformando uma lista de números em uma ordem de prioridade.

Um cenário: cinco anos de pedido, zero prioridade

Uma indústria com cinco anos de histórico de pedidos dentro do sistema de gestão consegue, sem esforço, gerar um relatório de faturamento por cliente do ano inteiro. O que esse relatório não responde, sozinho, é qual cliente entre os duzentos ativos está reduzindo o ritmo de compra agora, comparado ao próprio histórico — porque essa pergunta exige olhar a série de pedidos ao longo do tempo, não o total acumulado do período. Sem alguém dedicado a montar essa análise manualmente (o que raramente acontece com regularidade, porque consome tempo que ninguém tem sobrando), a carteira inteira é tratada com o mesmo nível de atenção, do cliente que cresce todo mês ao que já reduziu pela metade sem que ninguém tenha percebido.

O resultado prático desse cenário é uma equipe comercial reativa: age quando o cliente liga reclamando ou avisando que vai reduzir pedido, em vez de agir quando o próprio histórico já mostrava a tendência semanas antes. O histórico existia o tempo todo dentro do ERP — o que faltava era ele estar organizado de um jeito que respondesse à pergunta certa (quem está mudando de padrão agora) em vez de só à pergunta mais fácil (quanto faturamos no total).

O detalhe que só aparece depois de cruzar dado com contexto comercial

Existe uma diferença que só quem já tentou usar relatório de ERP puro para priorizar carteira percebe: número sem contexto engana. Um cliente que "sumiu" do relatório pode ter fechado um contrato anual grande no início do período e simplesmente ainda não ter chegado o próximo ciclo de compra — parece inativo no relatório mensal, mas não é. Por isso o histórico do ERP funciona melhor quando cruzado com o motivo por trás do número (o que já foi conversado com aquele cliente, se existe pedido programado, se houve alguma objeção registrada), e não como dado isolado, lido fora do contexto comercial de cada conta.

Um detalhe que evita conclusão precipitada

Antes de agir sobre qualquer tendência encontrada no histórico, vale confirmar se existe um motivo estrutural conhecido por trás dela — um cliente que reduziu compra porque fechou um contrato anual maior e ainda não chegou o próximo pedido programado não está no mesmo grupo de risco de um cliente que reduziu compra sem nenhuma explicação registrada. Cruzar o número do ERP com o que já se sabe daquela conta, antes de classificar como alerta, evita gastar esforço comercial num problema que na verdade não existe.

Como a ApexVend apoia esse processo

A ApexVend consolida a carteira de clientes a partir do histórico importado do sistema de gestão do cliente, com o cadastro comercial organizado por conta — a base para aplicar os três cálculos descritos acima sem depender de exportar e cruzar planilhas manualmente toda vez. A integração entre o sistema de gestão e a operação comercial é construída sob projeto, de acordo com o que cada ERP disponibiliza; o mapeamento técnico do que sincronizar (e em que direção) é definido junto com o cliente durante a implantação.

Próximo passo

Depois de trazer o histórico do ERP para a rotina comercial, o próximo passo natural é organizar essa informação numa classificação de prioridade — veja a diagnóstico comercial para uma ferramenta gratuita de apoio, ou entenda como isso ajuda a identificar clientes inativos antes que o silêncio vire perda.

Que dados do ERP são mais úteis para o time comercial?

Data e valor de cada pedido, com histórico ao longo do tempo — não só o total do período. É esse detalhe que permite calcular intervalo entre compras, tendência de crescimento ou queda, e comparar clientes parecidos entre si, em vez de olhar só um número acumulado.

Preciso trocar de ERP para o time comercial usar esses dados?

Não. O ERP continua sendo o sistema de operação — pedido, produção, financeiro. O que muda é como o histórico dele chega até quem vende: consolidado numa carteira comercial, em vez de preso em relatório que só quem opera o ERP sabe extrair.

Dado de faturamento maior significa que o cliente é mais prioritário?

Não necessariamente. Faturamento alto com frequência baixa pode indicar um cliente concentrado numa única compra grande, enquanto faturamento menor com frequência alta pode indicar uma relação mais estável e menos sujeita a cancelamento. Olhar só o valor total esconde esse tipo de diferença.

O histórico do ERP substitui a curva ABC de clientes?

Não — o histórico do ERP é a matéria-prima da curva ABC, não o resultado dela. A curva ABC organiza esse histórico numa classificação (quem concentra mais valor, quem compra com mais frequência), o que ajuda a decidir prioridade sem precisar reler todo o histórico bruto a cada análise.

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